Contador de Visitas

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Teu Corpo

O teu corpo ainda repousa sob o meu
Fizeste do momento uma febre a me possuir
A insanidade dos teus toques me vestiu de inacção
Me sinto morrendo e renascendo quando te encontro a mim fintar
Navegando no tempo, ao teu lado nos sinto parar
Num tênue olhar a nos hipnotizar
A cada instante que a te procuro
Faço de nós cúmplices dos desejos sem domínios em pecados a nós revelados
Me dispo de ousadias e preconceitos
Pois em ti me condeno
Não sendo tua promotora de acusação, tão pouco advogada de defesa
Quero apenas ser um suave som que brota da sinfonia do teu corpo
Quero sempre por completa a sua boca a me beijar
O seu ser a me aprisionar
E nunca mais ter quer me separar

domingo, 7 de agosto de 2011

Auto-retrato

Na sombra dos meus pensamentos me encontro, perdida, ferida,
Outrora me fiz de guerreira desnudando a minha alma com valentia
Em plena caminhada nessa jornada vou seguindo;
Chutando as pedras no caminho, colecionando dores sem pudores
Na tela dessa paisagem
Apenas uma luz formada pelos versos poéticos do meu sobejar
Criando poemas florindo um mundo já sem cor
Criando telas de naturezas vivas pois as mortas já estão sem valor
As cores e pincéis misturam tons desbotados pelo tempo
Do inanimado surge meu auto retrato
Mesclando imagem e sentimento
Furtando por momentos quem verdadeiramente sou.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Somatório

Posso te sentir tão perto, mesmo quando estais ausente
Na escuridão do meu quarto a tua áurea me ilumina
Teu corpo desperta-me na noite me arrancando o sono
Nossos desejos afloram nos denunciam e em tua teia trefego
Na correnteza do rio a tua calmaria não me faz naufraga
É na certeza do teu amor que me faço apaixonada
Na incoerência do meu medo é que me perco
Mas adentro o teu ser e tomo posse do que nos pertence, nosso amor
Corro mundo, escalo montanhas imaginárias

E é nos atalhos desses caminhos que me faço cada vez mais sua
Somos a somatória do que nos é permitido
Onde o sentimento se multiplica dando vazão ao amor
É na divisão do que somos que nos permitimos nos encontrar
Onde subtraiamos de nós o que não nos pertence
E adicionamos cada vez mais amor ao que realmente somos.
Onde nos é permittido sermos dois em apenas um ser.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Deixando pra trás

A memória se foi, deixou apenas lapsos de idéias já falidas e há muito esquecidas.
O desejo se perdeu, deixando apenas lembranças de um beijo teu;
As verdades se perderam, ficando apenas afirmações de um amor mal resolvido

As lagrimas já não caem mais; deixando marcas de saudade que me levaram a paz;
Os sentimentos ficaram pra trás, deixando apenas o vulto de um amor agora já esquecido
A minha vida não me pertence mais, ficando apenas a ferida que não quer fechar, tão pouco supurar
Tudo em volta ta perdendo a cor, deixando um borrão das cores vivas que o tempo jamais levou

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Falido..

Estático, parado inconsciente
Banido do mundo, exilado do corpo
Navegando sem rumo a deriva na vida
Minha bússola sem rota
Nas paradas que se seguem nada se percebe
Apenas no asfalto corro mas me falta fôlego
Perna, oxigênio, e a deriva vou
Feito um cão sem dono, num eterno abandono
Abandono de mim mesmo dos receios
Sem invólucro, sem rótulo


Destemido, sem serenidade sem meias verdades
Acompanhado do vazio que se segue
Num tornado de emoções falidas
Inesquecíveis quando o acaso quer
Quem dera eu ter uma sabia simplicidade
De ver a verdade do que ainda sou..

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ardor

Hoje a inércia resolveu se instalar
a me anestesiar.
me sinto agonizante no mundo so meu, sombrio;
volto a escrever nas paginas da minha vida;
rasgo folhas escritos malditas insípidas
da caneta traço a linha do meu intimo
e me renego ao que já fui, o nada.
a mente me leva um presídio inviolável
disseminando o que eu nunca fui

volto a querer o meu mundo em um segundo
me faço transportar a um sol brilhante, ofuscante
que me conduz ao que eu sou, um errante
Mais que presente e coerente do que ja passou.
vejo um momento de pressa de promessas
de querer sempre ir em frente de ser valente
na estrada dessa vida embaralhada mas querida
e é ela que almejo que desejo com todo ardor.

Prisão

Teu corpo é meu doce pecado
Meu insone desejo
Minha fraqueza meu medo
Nele perpetua uma força feroz
Um mistério, um delírio de pura sedução, quanta pressão,
Na tua pele uma eletrizante corrente
Que fascina a gente numa energia sem fim

Nele perco o controle num delírio algoz que me deixa sem voz.
És meu sonho bom, onde sou prisioneira desse amor,
Trancafiada nessa cela de ardente paixão
Me sinto numa prisão perpetua desse nosso amor
Sou ré condenada sentenciada
A jamais te deixar partir
Onde meus olhos encontram o caminho
Do teu coração em uma pura e doce paixão.