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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Não sei..

Caminho sem saber de mim, pois minha bússola sem norte estar
Eu vivo sem pensar, sem querer jogar
Já não sei bem se sou só ou sou mar, mais sei que vivo a navegar;
Não sei se vivo a sonhar ou
Se calo ao falar
Não sei do meu mundo
Tão pouco meu caminho
Traço metas faço planos
Mas me engano no destino
Tentativas de descobertas
São fadadas ao esquecimento
Vou seguindo, vou lutando
Me esquecendo do que vivi.

Estilhaços...

Por que não me compreendes, por que me negas o perdão
ando perdida sem teu afeto e atenção
ando desprezado e infeliz sem teu carinho
te procuro a cada porta batida
te procuro nos meus momentos de inconsciência
nas minhas lamúrias e desenganos
te vejo pela frestas das portas
ou quem sa em momentos de puro delírio
estais tão próximo, mas me negas teu abraço
és o ar que respiro a minha mais sóbria memória
és o meu inverso, o meu lamento incontido
o amor que nos une é visceral
pois sou teu sangue e pele
por ti vim ao mundo
e por ti sofro calada
aqui na memória me consumo
na angustia de querer tão pouco
na minha mais pura incerteza do amanhã
me contenho de um nada absoluto
no exagero do que nada fui e do que me resta
me procuro onde nunca me encontrei
e tento me refazer de pedaços
que jamais farão parte
do meu eu em estilhaços....

Amar é...

O sinônimo de amar é sofrer??? Será que amar faz parte do desenganar?
Amar não quer dizer sofrimento, amar é se doar, se querer, se gostar
Amar gera sentimento eletrizante, inebriante
Amar é navegar em águas desconhecidas, gera êxtase, gera entrega, gera compulsão;
Amar é pura exatidão, na teoria as regras são claras , na pratica obscuras
O amor nos faz nos sentir adultos com mentes infantis, porque nos perdemos na tentativa de
explicar o que se vivencia, o que na verdade não tem explicação.
O que nos faz sofrer no amor, não é o amar em si, mas as atitudes que são geradas pelo medo de se entregar, ou pelo medo de não querer aceitar, pela fragilidade tão exposta.
Amar é muito mais que ta junto, amar é se encontrar no outro viceraalmente
Amar é isso, aceleração, multiplicação, um turbilhão de emoção.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O não ao amor

Porque será que os relacionamentos de hoje em dia são tão superficiais, diria ate tão banais.
É uma efemeridade instantânea, momentânea onde o namorar foi substituído pelo ficar, onde se pegar é a formula do não se apegar.
Será que o amor virou vilã??? Será que as verdades e vontades de uma relação solida, amedronta? afronta?
Por que será que é mais fácil te pegar do que te amar?? Parece que o verbo amar é traiçoeira, é vingativo, é infinitamente indigesto para muitos.
É mais fácil ta junto, do que ta unido??? O elo anda meio perdido, as escolhas andam distorcidas.
Bem da verdade o que vemos na grande maioria das vezes é a era APOLO E AFRODITE! Os sentimentos passaram a ser banalizados e foram substituídos pela escolha na perfeição da imagem daquilo que se quer. É muito mais fácil gostar do bonito burro do que do feio inteligente, esse pode desafiar, afrontar.
O pior são aquelas pessoas que sofreram algum tipo de desilusão e daí se vêem diante de fatos antes nunca vistos e se fecham pro mundo, querendo agora fazer o q antes nunca tinha feito.
As experiências vividas deve nos da lições, não nos tornar aquilo que não somos.
Os conceitos hoje são outros, na verdade os conceitos são os mesmos, apenas encontram-se distorcidos.
O que vemos são destroços de uma sociedade de valores invertidos, de conceitos mal interpretados, não to aqui levantando bandeira de nada, nem fazendo algum tipo de apologia, afinal como diz um ditado popular cada cabeça é um mundo e não sou eu que irei tentar mudar.
Aqui são só reflexões, interpretações de fatos expostos todos os dias, sendo so uma mera expectadora a escrever sobre fatos corriqueiros que estão ai, tao perto de mim, de ti, de nós.

Voltas

Rumo ao teu coração, sem visão me embreei na escuridão
Dos sentimentos nunca antes vivido, perdida abandonada enganada;
Forjei magoas , inventei amores nunca encontrados, jamais achados
Na fogueira da ilusão, perfaço o meu caminho, retorno ao meu destino
Navegando em duvidas de maldades, flutuando em afagos renegados
Volto ao inicio, na busca do que deixei pra trás
Eu, tu, magia de um encontro nunca permitido, nunca esquecido
Calada, amordaçada de desejos, vou caminhando
Nos atalhos dos meus doces medos.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Saudades....

Hoje ao sentar na mesa do almoço como meus queridos amigos passei a observar o olhar de todos, passei a pensar o quanto é indissolúvel o sentimento de união de amigos verdadeiros.
Rimos de alegrias, de conquistas, de chegadas, rimos de brincadeiras, rimos sorrateiramente, ou rimos “gargalhadamente”. Rimos com o coração, com afeto, com união, com bondade e acima de tudo lealdade.
Mas também choramos, choramos por dores causadas, por magoas geradas, choramos por chegadas ou partidas.
E hoje olhando a nossa volta choramos por saudades, saudadas da rotina, da época que ficará pra trás, saudade de palavras ditas pra confortar, saudades de momentos partilhados, saudades de
viagens inesquecíveis, ou apenas de um fim de tarde roubado.
São saudades positivas, que ficam na nossa memória, sem ser violadas pelo tempo, apenas ali guardadas ajustadas em nosso coração.
É chegado o momento de encontrar, de abrir espaços para novas lembranças, vislumbrar momentos antes fadados pelo tempo. É hora de pensar positivo, de querer o melhor pra quem pra longe se vai. É chegado a hora de da as mãos e olhar com atenção nos olhos e dizer, vai em paz, estaremos aqui sempre que precisares, nossa amizade é eterna, é fraterna, foi fecundada e gerada aqui imortalizada
Não podemos pensar que a distancia geográfica vai nos separar, isso nada separa, as lembras e momentos são eternizados, não iremos dizer adeus, é apenas um ate breve., um ate logo, logo nos veremos.
Estaremos sempre juntos unidos, misturados, mesclados, por uma força maior que se chama AMIZADE.

Fui

Me afundo na tua falta, me nego a me reerguer
Tentativas te fugas são içadas, em redes rasgadas
Nada me vale, me limito a não olhar as saídas
Me nego a sentir que tudo acabou
Sou tua alma, teu mais intimo segredo
Tua vida, tua memória mais vivida
Sou tua ânsia de viver
Sou mais tu do que eu,
Sou o resumo da tua identidade
Da tua mais envaidecida moralidade
Sou tua fome sem gana, sem negação
Sou teu chão batido, calado, retraído
Sou apenas isso um rascunho da vaidade que restou